Maduro chega aos EUA sob custódia e aguarda julgamento em Nova York; Venezuela entra em colapso institucional
Enquanto Trump afirma que os EUA vão “administrar” o país e suas reservas de petróleo, a Vice-Presidente Delcy Rodríguez assume a presidência interina em meio a protestos e condenação internacional.

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já se encontra em solo americano. Após ser capturado em uma operação relâmpago das forças especiais dos EUA no último sábado (3), Maduro foi levado para o Centro de Detenção Metropolitana (MDC) no Brooklyn, em Nova York. Ele deve comparecer a um tribunal federal ainda nesta segunda-feira (05) para responder a acusações de narcotráfico, crimes contra a humanidade e lavagem de dinheiro.
EUA no Comando: Petróleo e Transição
Em declarações recentes, o presidente Donald Trump foi enfático: “Nós vamos administrar a Venezuela até que possamos realizar uma transição segura e adequada”. Trump também sinalizou um interesse direto no setor energético, afirmando que as maiores empresas de petróleo do mundo (americanas) estarão “fortemente envolvidas” na reconstrução da indústria venezuelana para recuperar o que chamou de “petróleo roubado”.
O Cenário em Caracas: Silêncio e Incerteza
A capital venezuelana vive dias de tensão absoluta. O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ordenou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o cargo de presidente interina. No entanto, o controle efetivo do território é incerto.
- Vítimas: Relatos iniciais indicam que ao menos 40 pessoas morreram durante os bombardeios de sábado, incluindo militares e civis.
- Cotidiano: As ruas de Caracas permanecem vazias, com o comércio fechado e moradores limpando destroços de edifícios atingidos por fragmentos de foguetes nas proximidades de fortes militares.
Reação Global: O Mundo Dividido
A intervenção unilateral dos EUA gerou uma fratura diplomática sem precedentes:
- Condenação Forte: Rússia, China, Irã e Coreia do Norte classificaram a ação como “barbárie imperialista” e exigem a libertação imediata de Maduro. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou duramente a operação, chamando-a de “afronta grave à soberania” e um retorno aos piores momentos de interferência na região.
- Apoio e Cautela: Israel e Itália apoiaram a ação como “legítima contra a tirania”. Já a União Europeia e o Reino Unido mantêm uma postura cautelosa, pedindo respeito ao direito internacional e contenção de ambas as partes.





