Polícia Civil e Gaeco deflagram operação contra grupo que movimentou R$ 65 milhões em cinco estados
Ação cumpre 50 mandados judiciais e investiga rede de tráfico e lavagem de dinheiro liderada por facção paraibana; esquema utilizava "laranjas" para enviar remessas a regiões de fronteira.

Uma megaoperação coordenada pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi desencadeada na manhã desta quarta-feira (17), visando desarticular uma organização criminosa com ramificações em diversas regiões do país. Batizada de “Operação Colheita”, a ação mobiliza agentes para o cumprimento de 50 mandados judiciais, sendo 15 de prisão e 35 de busca e apreensão — em cinco estados: Paraíba, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Na Paraíba, os alvos estão localizados em João Pessoa e Campina Grande.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e pela Unidade de Inteligência Policial (Unintelpol), revelaram um sofisticado esquema financeiro que movimentou cerca de R$ 65 milhões em pouco mais de um ano. A apuração teve início em meados de 2024, após a prisão de João Batista da Silva, conhecido como “Júnior Pitoco”, apontado como chefe de uma facção criminosa no estado. A captura do líder, que se escondia em um condomínio de luxo em São Paulo, permitiu às autoridades mapear uma vasta rede dedicada ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais.
O modus operandi do grupo consistia na utilização de “laranjas”, indivíduos com capacidade financeira incompatível com as transações realizadas, para fracionar e enviar grandes quantias de dinheiro. O destino dos valores incluía empresas situadas em regiões de fronteira do Brasil, além de contas pertencentes a criminosos já condenados por tráfico. Para asfixiar o poder econômico da quadrilha, a Justiça decretou o sequestro e o bloqueio de bens e valores de 20 investigados.
Até o momento, a operação apresenta um saldo parcial de 12 prisões efetuadas, além da apreensão de três armas de fogo e diversos veículos utilizados pela organização. As diligências continuam em andamento nas cidades de Salvador, Camaçari, Campo Grande, Criciúma e em diversos municípios paulistas, incluindo a capital, Guarulhos e Santo André, consolidando o esforço interestadual no combate ao crime organizado.
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