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Médica e escritora Ana Claudia Quintana abre congresso em Cabedelo com reflexão poderosa sobre o sentido da vida e da medicina

O MEDX 2025, evento focado em estudantes e profissionais da saúde, debateu a urgência de um cuidado mais humano e sensível, com crítica à forma como a dor é tratada no Brasil.

Foto: Divulgação / Afya

O III Congresso Internacional Médico Estudantil (MEDX 2025) começou de forma impactante nesta segunda-feira (10), no Intermares Hall, em Cabedelo. Promovido por uma instituição local, o evento reuniu estudantes, professores e profissionais da saúde para uma imersão que busca repensar o papel humano e social da medicina.

A programação científica começou logo cedo com a Sessão de Relatos Impactantes dos Ligantes e a Sessão de Trabalhos Científicos. À tarde, os participantes prestigiaram a I Mostra Científica IESC/PIEPE e minicursos focados em temas essenciais, como “Tudo o que o estudante de Medicina precisa saber sobre câncer de mama”, ministrado pela médica Rafaela Montenegro, e “Diagnóstico e manejo da acidose e alcalose metabólica”, com o professor Pablo Rodrigues.

O grande momento da noite foi a palestra de abertura “A morte é um dia que vale a pena viver” , conduzida pela médica e escritora Ana Claudia Quintana Arantes. Referência nacional em cuidados paliativos, a palestrante convidou o público a refletir que falar sobre a morte é, na verdade, uma forma de falar sobre a vida, sobre como escolhemos construir relações com significado e estar presentes.

Com uma fala sensível, Ana Claudia alertou para a necessidade de uma medicina mais humana, capaz de aliviar o sofrimento e respeitar a dignidade. Ela ressaltou que “A cura é muito pouco diante do trabalho de cuidar de uma vida” e fez uma crítica forte ao tratamento da dor no país, afirmando: “No Brasil, não se dá morfina para dor. A cada dez pessoas, nove morrem em sofrimento”.

O MEDX 2025 segue nesta terça-feira (11) com uma programação diversificada e aguarda a palestra de Viviane Mosé, filósofa, psicanalista e poeta, que abordará a sensibilidade, o autoconhecimento e a escuta como pilares essenciais nas relações humanas e na formação médica.

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