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De casa nova: Yanka Oliveira abre o jogo sobre saída da TV Cabo Branco, transição para o digital e representatividade

Após quase seis anos como repórter e apresentadora na afiliada da Globo, comunicadora detalha bastidores da carreira, amor pelo entretenimento e estreia no videocast 'Intrometidas'.

Com carisma inconfundível, sorriso aberto e uma voz que virou companhia diária dos paraibanos nos últimos anos, a jornalista Yanka Oliveira abriu o coração sobre a virada mais importante da sua vida profissional. Após quase seis anos construindo uma história de destaque na TV Cabo Branco — afiliada da TV Globo —, onde passou de estagiária a repórter de rua e apresentadora de estúdio, Yanka detalhou os motivos da sua saída da emissora, relembrou os desafios com a autoestima no início da carreira e revelou os detalhes do seu novo projeto na internet.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com passagens marcantes pela TV UFPB e coberturas ao vivo em rede nacional para o Jornal Hoje e outros programas da Globo, ela confessa que a ficha demorou a cair sobre o próprio talento.

“Até pouco tempo atrás, eu dizia que nunca tinha sonhado em ser jornalista. Mas fiz uma reflexão interna e percebi a verdade: era o meu sonho desde menina, mas eu tinha vergonha de admitir. Como mulher negra, eu olhava para a televisão e não me enxergava naquele lugar; faltava representatividade e a minha autoestima era muito baixa. Chegar lá, conquistar meu espaço e ver que era possível foi uma quebra de barreiras gigantesca”, revelou.

📺 O estalo do entretenimento e o Parque do Povo

Embora tenha construído uma base sólida na apuração do hard news diário, Yanka descobriu a verdadeira paixão ao vivo nos eventos culturais. A virada de chave aconteceu durante a cobertura do Maior São João do Mundo, transmitindo a festa diretamente do Parque do Povo, em Campina Grande, para uma multidão de mais de 100 mil pessoas.

A partir dessa experiência, assumiu o comando da Agenda Cultural nos telejornais da casa e a transmissão de festivais de música e eventos de rua, mostrando desenvoltura fora da caixinha formal do jornalismo tradicional.

Ela também relembrou as referências que a acolheram nos corredores da redação, como Denise Delmiro, Larissa Pereira e Zila Davi:

“Denise Delmiro sempre foi um espelho enorme para mim pela facilidade com que transita da notícia pesada para o tom leve em segundos, com total verdade. Quando apresentei o estúdio pela primeira vez, respirei fundo para segurar a síndrome da impostora e fui com medo mesmo. Saber que minha mãe tinha um bolo me esperando em casa a cada conquista foi o que me manteve firme”, pontuou.

✊ Espelho para outras mulheres e a saída sem polêmicas

Durante a conversa, Yanka destacou o impacto do retorno do público nas ruas. O que para muitos parecia apenas um trabalho em frente às câmeras, para dezenas de jovens periféricas virou um divisor de águas:

“Desde a minha primeira matéria no Dia da Consciência Negra, em 2020, as pessoas me paravam na rua dizendo que começaram a transição capilar por minha causa. Mães vinham me falar que a filha se inspirava em mim e até cobravam na rua: ‘Solta esse cabelo, Yanka!’. Ver estudantes de jornalismo dizendo que hoje se enxergam na profissão porque me viram na TV não tem preço que pague”, comemorou.

Sobre os burburinhos e a curiosidade do público acerca da sua demissão da emissora, a comunicadora fez questão de tranquilizar os seguidores e afastar boatos:

“Não teve briga, não teve polêmica de bastidor, nada disso. Foram quase seis anos intensos onde vivi tudo que podia viver: fui mãe, cobri eleições, apresentei telejornal e fiz amigos que levo para a vida. Só que eu não consigo ficar estagnada na zona de conforto. Chegou o momento de dar espaço para novos talentos que estão chegando com o mesmo sonho que eu tinha e me desafiar em outros caminhos”, explicou com serenidade.

🎙️ De volta aos microfones: o projeto ‘Intrometidas’

Longe da rotina das redações de TV há poucas semanas, Yanka já bateu o martelo sobre o novo rumo: migrou com tudo para a comunicação digital e assumiu a bancada do videocast “Intrometidas”.

O projeto independente tem protagonismo 100% feminino e divide a apresentação na frente das câmeras com Priscila Maciel, somando uma equipe de quatro mulheres na produção de conteúdo multiplataforma:

“Costumamos ouvir que o futuro é digital, mas a verdade é que o presente já é completamente digital. Estamos construindo um formato descontraído, sem amarras, misturando política, cultura, comportamento e entretenimento. Estou muito empolgada para mostrar esse novo lado e me conectar ainda mais de perto com as pessoas”, adiantou a apresentadora.

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