Do Espelho para as Telas: Lillyane Rachel, da TH+ SBT, celebra trajetória e representatividade no EgoTime
A repórter abriu o jogo sobre os desafios do jornalismo de rua, relembrou os perrengues do “Fala Povo” e destacou seu papel como referência estética para mulheres negras na Paraíba.
Com um carisma inegável e muita simpatia, Lillyane Rachel começou revelando que, na infância, era uma criança introvertida que gostava de brincar sozinha, fingindo apresentar seus próprios programas de auditório em frente ao espelho, inspirada por nomes como Eliana. A escolha pelo jornalismo veio por eliminação durante o processo do Enem, ingressando na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
📺 A Trajetória na TV Tambaú
Sua caminhada na afiliada do SBT começou quando ela estava no quinto período da faculdade, atuando na equipe do Portal T5 (web). Com a colação de grau em janeiro de 2021 — em meio aos desafios da pandemia —, Lillyane assumiu a vaga de repórter de vídeo em fevereiro do mesmo ano. Hoje, ela transita com maestria pelo infoentretenimento, cobrindo pautas de saúde, bem-estar e cotidiano na capital.
🎤 Ímã de Nomes Exóticos e os Perrengues do “Fala Povo”
Ao ser questionada sobre os maiores desafios da profissão, Lillyane foi direta: lidar com pessoas. Ela relembrou o famoso “Fala Povo” — o ato de entrevistar pessoas aleatórias nas ruas — e brincou que possui um verdadeiro “para-raio” para situações inusitadas.
Entre os momentos mais memoráveis de sua carreira na rua, estão os encontros com cidadãos de nomes históricos e exóticos. “Eu peço para mostrar a identidade porque sempre acho que estão brincando comigo”, divertiu-se, listando entrevistas reais com paraibanos registrados como Isaac Newton, Saddam Hussein e Michael Jordan.
A jornalista também enfatizou a importância do jogo de cintura no ao vivo para prever confusões, driblar entrevistados rudes e evitar “virar meme” na internet.
👐 Identidade, Autoestima e Representatividade Negra
Um dos momentos mais emocionantes e profundos da entrevista foi quando Lillyane abordou a representatividade da mulher preta no jornalismo paraibano. Tendo como grandes inspirações nacionais as jornalistas Maju Coutinho e Rita Batista, Lillyane relatou o impacto de perceber que hoje ela própria ocupa o lugar de espelho para as novas gerações.
Ela relembrou, com os olhos marejados, o dia em que um grupo de meninas cacheadas a abordou em uma pauta urbana apenas para dizer: “Olha, o seu cabelo é cacheado igual ao meu”.
Lillyane detalhou o processo doloroso e libertador de sua transição capilar em 2019, quando deixou para trás 13 anos de alisamento químico:
“O cabelo de pessoas negras não é só sobre beleza; é sobre identidade, vencer o preconceito e resistência. Eu não cresci com essa autoestima, vim construí-la por volta de 2020. Hoje, entender que sou uma referência de beleza para muita gente é incrível, e eu não deixo ninguém tirar isso de mim”, desabafou a jornalista.
🎭 Tretas, Fofocas e Coração Solteiro
Para fechar a participação com chave de ouro, Lillyane participou do divertido quadro de improviso do EgoTime. Ela encarou o desafio de “Alô, quem é?”, fingindo para uma amiga que havia sido contratada pela Discovery Channel para gravar um reality na Amazônia atrás de um “pardal azul raro”, arrancando gargalhadas da produção. No “Momento Fofoca”, ela usou o jogo de cintura para inventar histórias hilárias sobre os próprios colegas de emissora e celebridades da internet.
E para os curiosos de plantão sobre a vida amorosa da “menina Lily”, ela garantiu que o coração está saudável, calmo e sem adrenalina. “Solteira sim, sozinha nunca! Mas sou um pouco difícil de me apaixonar, na vida inteira só me apaixonei três vezes”, concluiu com bom humor.




