🎶 28 ANOS DE MADA - Por BDig | Portal

Festival MADA 2026 celebra 28 anos na Arena das Dunas com mistura de ritmos e mais de 30 atrações em Natal

Encontro reuniu nomes como Zeca Pagodinho, Marina Sena, BaianaSystem e Emicida, além de feira criativa, tirolesa e gastronomia potiguar.

Com quase três décadas marcando o ritmo da produção musical brasileira a partir do Nordeste, o Festival MADA (Música Alimento da Alma) realizou a sua 28ª edição consolidado como um dos mais respeitados e longevos eventos de cultura do país. O gramado e os corredores da Arena das Dunas, em Natal, serviram de palco para dois dias intensos de celebração sonora, reunindo mais de 30 atrações que transitaram entre samba, reggae, indie rock e pop contemporâneo.

O equilíbrio entre gerações e linguagens estéticas é o principal vetor de vitalidade do festival, atraindo turistas de vários estados e plateias de diferentes faixas etárias.

Para o idealizador e diretor do MADA, Jormado Jonas, a permanência da marca no circuito de grandes festivais comprova a capacidade técnica e curatorial do mercado potiguar:

“Depois de 28 anos, a gente conseguir entregar ainda o festival com esse frescor, com essa programação que atrai todos os públicos de todas as idades… É muito bom a gente ver que uma história foi construída no Nordeste e a gente consegue entregar, sendo nordestino, um festival que não fica a dever a nenhum festival do Sudeste”, destacou o produtor.

🎪 Cidade de experiências: tirolesa, flash tattoo e feira criativa

Foto: Reprodução / REDE B TV

Além dos palcos com apresentações ininterruptas, a estrutura montada no estádio funcionou como um verdadeiro parque de experiências urbanas. O público contou com circuito de tirolesa sobrevoando áreas do evento, estúdios de tatuagem relâmpago (flash tattoo), feirinha de marcas autorais e uma praça gastronômica voltada à culinária regional.

A maratona musical exigiu fôlego de veteranos e jovens na plateia. É o caso da corretora de seguros Elisane Nóbrega, de 49 anos, que intercalou descanso e empolgação enquanto aguardava os pioneiros do reggae maranhense: “Eu tô curtindo e descansando! Tenho 49 anos, duas filhas aí… Tô esperando o Tribo de Jah e vou pular até acabar!”, comemorou. Já o aniversariante Landerson Martins escolheu o festival para comemorar mais um ano de vida: “Em outubro é o melhor festival, o melhor momento pra estar com os amigos. Amanhã tem Baiana, Gabi e Emicida, um atrás do outro. Vai ser perfeito!”.

🎸 Conexões entre a cena potiguar e a vanguarda nacional

A cena independente local ganhou protagonismo na programação. Os veteranos natalenses da banda Sou Rebel levaram ao palco um intercâmbio sonoro com o Maranhão ao convidar a cantora Núbia: “Estamos preparando um show de reggae, mas de reggae potiguar com reggae maranhense, essa junção que acabou dando muito certo”, detalhou um dos integrantes.

A pluralidade geográfica também marcou a estreia do músico brasiliense Cabra Guaraná, que subiu ao palco de um estádio de futebol pela primeira vez para apresentar suas experimentações: “Eu só tenho duas regras: misturo sempre uma música brasileira com qualquer outra coisa, e a outra regra é não misturar Legião Urbana… Esse festival é dentro de um estádio, eu nunca toquei num estádio antes, cheguei aqui e vi que o negócio é sinistramente grande!”, relatou o artista.

Passando pela consagração popular de Zeca Pagodinho, a força cênica de Marina Sena e a potência de Emicida e BaianaSystem, a 28ª edição do MADA reafirmou o papel da música como motor de identidade, turismo e economia criativa no Rio Grande do Norte.

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