CINEMA - Por Lucas Santos

Wicked: For Good — um desfecho grandioso, ainda que abaixo do impacto do teatro

O longa entrega emoção, beleza visual e boas performances, mas nem sempre consegue reproduzir a força dramática que marcou o segundo ato nos palcos.

Foto: Divulgação / Universal Pictures

Depois de um ano de espera entre o primeiro filme e sua continuação, Wicked: For Good chega aos cinemas carregando a responsabilidade de concluir uma das histórias mais queridas do teatro musical contemporâneo.

O filme funciona bem na maior parte do tempo, embora algumas cenas pareçam apressadas, como se a narrativa precisasse correr para abarcar todos os conflitos que o desfecho exige. Esse ritmo acelerado faz com que momentos icônicos percam intensidade, incluindo a famosa cena da “Bruxa Má do Leste”, que no teatro impacta profundamente o público, mas aqui aparece menos contundente.

O elenco, por outro lado, continua sendo o ponto mais forte da adaptação. Ariana Grande entrega uma atuação surpreendente como Glinda, equilibrando humor, vulnerabilidade e força emocional. Neste segundo ato, o foco da narrativa se aproxima mais de sua personagem, tal como na versão teatral, e a cantora sustenta esse protagonismo com segurança. Cynthia Erivo segue impecável como Elphaba. Sua presença é magnética e sua performance vocal mantém o padrão elevado do primeiro filme, mesmo que agora ela divida mais atenção com Ariana.

As duas músicas inéditas criadas para o longa, “The Girl in the Bubble” e “No Place Like Home”, surgem como acréscimos interessantes. Elas ampliam a construção emocional das protagonistas e trazem ao filme um toque de frescor, sem destoar do repertório já consagrado.

O desfecho amarra bem todos os fios da narrativa e entrega o encerramento que o público esperava. Diferentemente das especulações de alguns fãs, o filme não deixa margens para uma terceira parte, optando por fechar a história de forma clara e satisfatória.

Apesar das escolhas de ritmo que enfraquecem trechos importantes, Wicked: For Good conclui a jornada com sensibilidade e espetáculo. Pode não alcançar a potência do teatro, mas oferece um final digno e emocional para uma das histórias mais amadas de Oz.

Esta reportagem contou com apoio do Centerplex Mag Shopping e da VIVASS Comunicação.

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