Serra Negra: Um refúgio de águas terapêuticas, flores e criatividade no interior paulista
Conhecida como a “Cidade da Saúde”, Serra Negra destaca-se pelo turismo sensorial que une réplicas europeias, o maior parque de rosas do Brasil e um museu de robótica feito inteiramente de sucata.

Situada a cerca de 900 metros de altitude, nas curvas da Serra da Mantiqueira, Serra Negra consolida-se como um dos destinos mais tradicionais do Circuito das Águas paulista. O repórter Lucas Santos, em uma jornada especial para o EgoTime, revelou por que a cidade é carinhosamente apelidada de “Cidade da Saúde”. Graças às suas fontes minerais com propriedades terapêuticas e ao clima ameno, o destino atrai turistas que buscam a sensação de estar no “Velho Continente” sem sair do Brasil.
Réplica da Fontana di Trevi: Um pedaço da Itália em SP

Um dos pontos mais emblemáticos visitados pela equipa foi a Fontana di Trevi, uma réplica fiel, porém em escala menor, da famosa fonte italiana. O local tornou-se um ponto de conexão espiritual e de recordações para os visitantes, que reproduzem a tradição de jogar uma moeda por cima do ombro para realizar pedidos. Para muitos turistas, a obra assemelha-se à grandiosidade encontrada no Vaticano, embelezando o centro da cidade e servindo como cenário perfeito para fotografias.
Vitrine das Flores: Resiliência e Memória Afetiva

A reportagem destacou a emocionante história do Parque Vitrine das Flores, idealizado por Rodrigo Fernandes. O projeto nasceu como uma forma de “terapia” durante a crise da pandemia, quando o setor florista enfrentou grandes dificuldades.
- Inspiração Internacional: Após uma viagem técnica à Colômbia em 2019, Rodrigo trouxe para Serra Negra a proposta de cultivar rosas de cores variadas e espécies raras vindas da Alemanha, Itália e França.
- Mosaico Afetivo: O parque é descrito como um lugar de emoção, onde flores específicas, como as de cor salmão, fazem os visitantes recordarem-se de entes queridos, como mães e avós, transformando o passeio numa experiência nostálgica e profunda. Atualmente, o local abriga estufas de produção em larga escala, incluindo a famosa rosa “Samurai”, enviada para todo o país.
Disneylândia dos Robôs: Onde a sucata ganha vida

Outro ponto alto do roteiro foi a Disneylândia dos Robôs, um museu interativo criado pelo inventor Pedrinho, que há quase quatro décadas transforma o que o mundo chama de lixo em arte tecnológica. Com cerca de 300 obras exclusivas, o local desafia a lógica dos museus convencionais ao permitir que o público toque, teste e interaja com as máquinas feitas de sucata. Do alto de uma torre construída no local, os turistas conseguem ter uma visão panorâmica de Serra Negra, unindo a curiosidade mecânica à beleza da paisagem.
A viagem a Serra Negra, que fica a cerca de duas horas de distância da capital paulista, deixa uma lição sobre como a criatividade humana e a natureza podem caminhar juntas para criar destinos turísticos inesquecíveis.




