🪗 TRÊS NORDESTINOS - Por BDig | Portal

Flávio José, Targino Gondim e Santanna emocionam João Pessoa com o projeto ‘Três Nordestinos’

Trio conversou com exclusividade com o repórter Emiliano Gomes, do EgoTime, e detalhou bastidores, repertório inédito e a força da união nordestina.

O Teatro Pedra do Reino, em João Pessoa, foi o cenário de uma noite histórica e comovente para a cultura brasileira. O projeto Três Nordestinos, que une no mesmo palco três dos maiores poetas e expoentes do forró tradicional — Flávio José, Targino Gondim e Santanna, O Cantador —, desembarcou na capital paraibana logo após uma estreia consagradora em Natal (RN).

Nos bastidores do show, o trio concedeu entrevista exclusiva ao apresentador Emiliano Gomes, para o programa EgoTime, da REDE B TV, e refletiu sobre o significado da parceria, a escolha do repertório e o amor visceral pelas raízes da região.

Para Flávio José, o projeto nasceu alicerçado na confiança mútua e na força de somar trajetórias consagradas:

“Significa união e acreditar num projeto maravilhoso que começou ontem em Natal, com muito sucesso, e continua daqui a pouco aqui no Pedra do Reino”, celebrou o mestre paraibano.

🪗 Identidade, verdade e a vida na estrada

A escolha do nome não poderia ser mais autêntica e representativa. Targino Gondim reforçou que o título sintetiza a verdade artística e o orgulho das origens que cada um carrega nos palcos há décadas:

“Muita responsabilidade com esse nome ‘Três Nordestinos’. A gente escolheu porque é a nossa verdade, não temos medo disso. Que sejamos chamados de Três Nordestinos, porque nós somos mesmo, somos bons pra caramba cantando porque a gente gosta, a gente ama e a gente quer isso. A gente quer interpretar o dia a dia das pessoas, dos nossos conterrâneos queridos da nossa nação nordestina”, ressaltou Targino.

Ao comentar a rotina itinerante da profissão, o sanfoneiro citou o clássico imortalizado por Luiz Gonzaga para traduzir a dinâmica dos palcos:

“Uma das músicas que diz respeito a todos nós viajantes é: ‘Minha vida é andar por esse país pra ver se um dia descanso feliz’. A gente vive no mundo e passeia em casa, a verdade é essa”, completou.

🎶 Repertório democrático e canções inéditas nos shows

A concepção da turnê partiu de uma centelha inicial de Targino, prontamente abraçada por Santanna e levada aos teatros por sugestão de Flávio José. Segundo Santanna, a cumplicidade do trio foi o motor de todo o processo criativo:

“Nada há que não tenha sido antes um pensamento. Pensamento é a base de tudo. Targino engendrou essa ideia, convidou a mim e a Flávio José, e Flávio veio com o pensamento de levar para o teatro. Vai tudo fluindo numa boa. O objetivo principal da gente é que as pessoas que assistem saiam mais felizes do que quando chegaram. Se isso se cumprir, a gente já está com o cachê, com tudo certo, por causa da felicidade deles”, pontuou o cantador.

Além dos sucessos atemporais das carreiras individuais — como “Esperando na Janela”, de Targino, e clássicos de Flávio José e Santanna —, o público foi presenteado com canções que os artistas jamais haviam interpretado ao vivo.

“Tem músicas que eu nunca cantei nos meus shows, porque sempre canto o meu próprio repertório e algo de Luiz Gonzaga, mas a gente está fazendo essa mistura e as pessoas vão nos ver cantando músicas que até então não havíamos cantado”, adiantou Flávio José.

Santanna completou destacando o equilíbrio nas escolhas:

“Foram músicas escolhidas democraticamente, cada um dando a sua opinião e se sentindo bem. Fluiu de uma maneira que a gente fica até embasbacado. Houve muita boa vontade de nós três para engendrar esse projeto”, finalizou.

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