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Diretora do Coquetel Molotov detalha 23ª edição com 15 horas de música e novidades no Recife

Ana Garcia revela desafios da curadoria de 33 atrações, celebra encontros com Karol Conká e Fernanda Abreu e antecipa programação gratuita do 'Coquetel Negócios'.

A contagem regressiva para a 23ª edição do Festival No Ar Coquetel Molotov já começou, e o clima é de euforia e muito trabalho nos bastidores da produção independente. Em entrevista detalhada sobre os preparativos para o dia 28 de novembro de 2026, no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a idealizadora e diretora do festival, Ana Garcia, abriu o jogo sobre os desafios de colocar de pé uma maratona sonora com 33 atrações, três palcos e cerca de 15 horas de som ininterrupto.

A diretora fez questão de destacar a forte ligação entre Recife e João Pessoa, convocando o público paraibano a invadir o festival, como já virou tradição ano após ano:

“Somos cidades vizinhas e irmãs. Ter a presença cada vez maior dos paraibanos no Molotov é fundamental para a gente, e também queremos levar o festival para a Paraíba muito em breve. Ver essa escalação pronta, diversa e potente dá um orgulho imenso, mesmo sabendo de toda a correria que é fechar patrocínios, parcerias e estruturar uma experiência inesquecível para o público”, revelou Ana.

🎤 Vozes da edição: Karol Conká, Fernanda Abreu e O Kanalha

Durante a coletiva de anúncio oficial, os artistas que encabeçam a grade comentaram a expectativa para subir aos palcos do festival.

A curitibana Karol Conká, que apresenta um espetáculo focado no clássico álbum Batuk Freak, ressaltou a relação afetiva com o trabalho e as influências nordestinas:

“Esse disco fala sobre vivências urbanas e a realidade de uma jovem de 20 e poucos anos. Embora venha do Sul, sou neta de baiana e bebi muito da fonte da musicalidade de Recife e de Salvador. Voltar com esse clima de comemoração num festival que sempre manteve as portas abertas é muito gratificante”, declarou a cantora.

Já Fernanda Abreu, em turnê celebrando os 30 anos do histórico álbum Da Lata, destacou o frescor das batidas:

“O ‘Da Lata’ consolidou uma identidade pioneira de samba-funk carioca que ainda conversa diretamente com a produção musical do Brasil hoje. É uma honra levar essa história para o Coquetel Molotov”, pontuou.

Representando o pagodão baiano contemporâneo, O Kanalha celebrou a estreia no evento alternativo:

“Eu queria muito essa oportunidade de levar o pagodão para o Recife. É o som puro da comunidade, que não foi moldado para agradar prateleira ou mercado comercial. A minha missão é entregar verdade, identidade e muita dança”, afirmou.

💼 Aquecimento gratuito: ‘Coquetel Negócios’ ocupa casas de shows

Além do festival principal no campus da UFPE, a organização confirmou a realização do Coquetel Negócios, que acontece entre os dias 25 e 27 de novembro.

O braço de formação e mercado da conferência contará com palestras, rodadas de negócios (pitchings) e a presença de programadores de grandes festivais do país — do Festival Folclórico de Parintins ao Lollapalooza Brasil.

A grande novidade deste ano é a descentralização dos showcases: artistas em circulação pelo Nordeste e nomes trazidos com exclusividade vão ocupar diversas casas de espetáculos e espaços culturais espalhados pelo Recife. Toda a programação do Coquetel Negócios, incluindo debates e apresentações musicais, será totalmente gratuita para o público e profissionais do setor.

Com abertura dos portões marcada para as 15h do dia 28 de novembro na UFPE, o Coquetel Molotov se prepara para mais uma edição histórica celebrando a vanguarda e a pluralidade da música independente.

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