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Bastidores da notícia: Caio Ismael abre o jogo sobre carreira na TV, paixão pelo rádio, música e fama de galã

Uma das vozes mais conhecidas do jornalismo paraibano relembra início sem pretensão na bancada, trote hilário com a prima Gi Ismael e desafio musical em estúdio.

Ele entra diariamente na rotina de milhares de pessoas com informação quente, dinamismo e uma das vozes mais marcantes da comunicação no estado. Repórter e apresentador da TV Cabo Branco e âncora da CBN Paraíba, Caio Ismael abriu o jogo sobre a carreira, os perrengues do começo, os bastidores da redação e sua veia artística secreta: o canto.

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Caio confessou que a ideia de estar diante das câmeras e dos microfones nem passava pelos seus planos no início da faculdade. Seu foco inicial era escrever, mas o destino deu uma guinada com um estágio na televisão, abrindo caminho para uma trajetória com passagens pela TV Cabo Branco, pela assessoria de imprensa da Arquidiocese da Paraíba e pela TV Correio — onde atuou na reportagem, na edição e até apresentando esportes —, antes de retornar à Rede Paraíba.

“Quando entrei no jornalismo, eu não pensava em TV e rádio. Gostava de escrever e sempre fui muito comunicativo. Mas caí no estágio de TV, aprendi na marra e me apaixonei. Depois o rádio conquistou meu coração de um jeito único. É um meio presente, rápido, democrático e que hoje conversa com tudo no digital”, revelou o jornalista.

🎙️ Mestres da telinha e a estreia no JPB

Durante o bate-papo, Caio fez questão de reverenciar quem abriu caminhos na sua trajetória, citando nomes fortes como Maria Araújo (sua primeira chefe de produção), a veterana Carla Visani (com quem dividiu bancada), Hildebrando Neto, Bete Menezes e Edilane Araújo.

Sobre momentos marcantes, ele relembrou o frio na barriga ao apresentar o principal telejornal da casa pela primeira vez, em plena pandemia:

“Minha estreia na apresentação do JPB foi em 2020. Estar no jornal de maior audiência do estado foi um momento gigante. Lembro da festa que minha família fez, todo mundo gravando a tela e gritando. Foi uma alegria inesquecível”, contou, lembrando também da cobertura histórica das obras da transposição do Rio São Francisco e da missão essencial da imprensa nos períodos mais duros do isolamento social.

📞 Trote ao vivo e a parceria com Gi Ismael

Nem só de notícias sérias foi feita a conversa. Mostrando seu lado descontraído, Caio topou passar um trote por telefone na própria prima, a também jornalista e produtora cultural Gi Ismael.

Na pegadinha, o apresentador ligou dizendo que estava abandonando a bancada da TV para formar uma “dupla sertaneja” com calça apertada e bota de couro, além de propor shows semanais no Empório Café e organizar um festival de rock no Cabo Branco. Sem desconfiar da zoeira, Gi embarcou de imediato nas loucuras do primo e prometeu apoio irrestrito, garantindo gargalhadas no estúdio ao descobrir que estava ao vivo.

“A gente cresceu junto, tem meses de diferença de idade e fez faculdade na mesma época. A Gi é uma referência imensa pra mim; ela quebrou padrões na televisão com seu estilo autêntico, trazendo muita cultura e diversidade”, elogiou.

🎶 Cantor de casamento e fã-clubes inusitados

Outra faceta pouco conhecida do público geral é a forte ligação de Caio com a música. Vindo de uma família bastante musical, ele começou a cantar na igreja ainda na infância e, a partir dos 15 anos, passou a se apresentar profissionalmente em cerimônias de casamento — atividade que mantém até hoje em datas especiais. Colocado na berlinda, ele ainda encarou um microfone surpresa para soltar a voz com hit de Marina Sena.

Ao ser questionado com bom humor sobre os fã-clubes e sua presença frequente em listas dos comunicadores “mais bonitos” da televisão paraibana, Caio levou tudo na esportiva:

“Eu me divirto demais, meus amigos me mandam essas listas e a gente cai na risada! Recebo muito carinho de ouvintes fiéis, gente que já me deu caneca com foto, bolsa de crochê e até bolo de aniversário na redação. Mas sempre tento manter o pé no chão. Não acho que jornalista tenha que estar em pedestal de ídolo; somos trabalhadores da notícia, conversando de igual para igual com o público”, concluiu com simpatia.

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