Peninha e Yuri Carvalho lotam Teatro Paulo Pontes em noite emocionante do Projeto Seis e Meia em João Pessoa
Ícone da MPB relembrou bastidores de hinos como 'Sozinho' e 'Alma Gêmea', enquanto cantor paraibano encantou o público com tributo a Gonzaguinha.
Se você já se pegou cantando com o coração na mão “quando a gente gosta, é claro que a gente cuida” ou “carne e unha, alma gêmea, bate coração”, certamente tem a trilha sonora da sua vida assinada por ele. O Projeto Seis e Meia desembarcou com tudo no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa, e transformou o espaço em um mar de vozes apaixonadas ao som do cantor e compositor Peninha e da prata da casa Yuri Carvalho.
A noite começou em grande estilo com a energia contagiante de Yuri Carvalho, que apresentou o elogiado show “Eterno Aprendiz”, revisitando a obra potente de Gonzaguinha. Conhecido por agitar multidões também no axé, o artista paraibano comemorou a recepção calorosa da plateia no teatro:
“Esse foi o show com o qual iniciei minha carreira solo em 2019. Mesmo com o axé ocupando boa parte da minha agenda, esse projeto tem um sabor muito especial. Ver o teatro completamente lotado, de pé e aplaudindo um artista local, é indescritível e emocionante demais!”, vibrou Yuri nos bastidores.
🎶 Bastidores de hinos: de Fábio Jr. a Caetano Veloso
Na sequência, a lenda da MPB subiu ao palco para mostrar como as músicas que nasceram no violão de sua casa conquistaram o Brasil em vozes monumentais. Peninha não economizou carisma e revelou curiosidades imperdíveis sobre a trajetória de seus maiores sucessos.
Uma das histórias mais marcantes da noite foi sobre o clássico “Sozinho”. Peninha contou que a faixa foi oferecida inicialmente a Fábio Jr., logo após o estouro de “Alma Gêmea”. Porém, na época, a canção não bateu com o momento do cantor e acabou indo para Sandra de Sá, que estourou nas paradas. Algum tempo depois, Caetano Veloso ouviu, gravou apenas no formato voz e violão no disco Prenda Minha e transformou a canção em um fenômeno global que vendeu mais de 2,5 milhões de cópias.
“Cada música tem sua magia e seu próprio caminho. ‘Alma Gêmea’ tinha que ser com Fábio Jr., é a cara dele. Já ‘Sozinho’ rodou, explodiu com Sandra de Sá e depois o Caetano fez aquela obra-prima épica. É muito gratificante voltar a João Pessoa e cantar essas histórias com vocês”, destacou Peninha.
O Projeto Seis e Meia segue com edições mensais fixas em João Pessoa, trazendo sempre grandes encontros entre ídolos consagrados da música brasileira e artistas de destaque da cena paraibana.
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