Dia Mundial da Hipertensão: Condição atinge mais de 60% dos idosos brasileiros
Doença silenciosa afeta cerca de 38 milhões de pessoas no Brasil; especialistas reforçam a necessidade de monitoramento constante para evitar complicações como infarto e AVC.

Celebrado neste domingo (17), o Dia Mundial da Hipertensão coloca em evidência uma das doenças crônicas mais prevalentes e perigosas durante o processo de envelhecimento. Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 38 milhões de brasileiros convivem com a hipertensão arterial. Entre a população com 65 anos ou mais, o cenário é ainda mais crítico, com a prevalência da condição atingindo 60,9%.
Na terceira idade, a rigidez das artérias aumenta naturalmente, facilitando o surgimento da pressão alta. Sem o acompanhamento adequado, a doença eleva drasticamente o risco de complicações graves, como:
• Acidente Vascular Cerebral (AVC);
• Infarto agudo do miocárdio;
• Insuficiência renal;
• Comprometimento cognitivo e demência.
Sintomas e Diagnóstico
Embora seja frequentemente silenciosa, a hipertensão pode se manifestar por meio de dores de cabeça persistentes, tonturas, falta de ar e palpitações. Médicos consideram a pressão alta quando os valores atingem ou superam 140 por 90 mmHg (14 por 9) em medições repetidas e realizadas corretamente.
Controle e Prevenção
Além do fator genético, hábitos como o sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e dietas ricas em sal influenciam diretamente no quadro. Segundo o Dr. Vitor Hugo de Oliveira, geriatra e diretor da Acuidar, é possível manter a qualidade de vida através de pequenas mudanças cotidianas. “Alimentação equilibrada e prática de exercícios ajudam significativamente no controle da pressão”, ressalta o médico.
O tratamento envolve o manejo do estresse, controle do peso e, quando necessário, o uso de medicamentos prescritos. O monitoramento regular é apontado como a forma mais eficaz de preservar a autonomia e garantir um envelhecimento saudável.




