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Chapada Diamantina: Onde o brilho do diamante deu lugar ao tesouro do turismo

Da mística do Poço do Diabo à sofisticação gastronômica de Lençóis, o BDig revela por que a Serra do Sincorá é considerada um dos museus a céu aberto mais fascinantes do mundo.

Foto: Envato

A jornada pela Chapada Diamantina começa antes mesmo de se chegar às trilhas mais famosas. Na rodovia 242, o primeiro ponto de parada obrigatória é a Cabana do Louro, um espaço de arte e contemplação idealizado por Lorisvaldo “Louro”, que há 32 anos recebe viajantes à beira do Rio Mucugezinho. O local funciona como uma introdução à riqueza do solo baiano: quartzos gigantes e ametistas enfeitiçam os turistas. Segundo o artesão Renan Gomes, o quartzo e o diamante são as almas da região, com registros históricos de pedras de até 15 quilates que ainda hoje povoam o imaginário local.

📍 O que fazer: Aventura, lendas e superação

Foto: Reprodução / REDE B TV

Para os que buscam aventura, o destino inicial é o Poço do Diabo. A trilha de 15 minutos que margeia o rio exige atenção redobrada; as pedras planas podem ser traiçoeiras, mas o esforço é recompensado por uma queda d’água de 20 metros de altura. O nome sombrio carrega uma herança dos tempos da escravidão: conta a lenda que escravizados e garimpeiros pegos roubando diamantes eram executados sendo jogados do alto da cachoeira. Hoje, o local é um refúgio de paz onde o único “roubo” permitido é o de fôlego diante da paisagem.

Além de Lençóis ser o ponto de partida ideal, a região oferece uma gama infinita de explorações:

  • Cachoeiras: Da Fumaça (uma das maiores do país), do Mosquito, Calisto e do Buracão.
  • Adrenalina: A Gruta do Lapão atrai os adeptos do rapel e do highline (travessia sobre corda em desfiladeiros).
  • Conexão: Como define a turista Kamyle Souza, a Chapada é o lugar perfeito para quem busca “sossegar e relaxar sem se preocupar com o tempo”.

🍽️ O que comer: Da comida de garimpeiro à alta gastronomia

Em Lençóis, a culinária é uma extensão da experiência sensorial da Chapada. No restaurante Cozinha Aberta, a Chef Débora faz uma fusão magistral entre o regional e o internacional. O destaque fica para o “Godó”, prato típico de garimpeiro feito com banana verde, que ganha uma versão contemporânea com camarão flambado na cachaça. Outra surpresa é o espaguete de cacau 100%, uma massa fresca frita com camarão que, segundo o gerente Gisberg Barbosa, entrega uma complexidade única entre o salgado, o doce e o cítrico.

Já na badalada Rua da Baderna, o restaurante Sabor da Serra, comandado pela premiada Chef Katiana Alves, oferece pratos com “alma”. A Moqueca de Água Doce, com peixe Surubim do Rio São Francisco, foi eleita a terceira melhor da Bahia em 2023. O segredo? Uma mistura de texturas inusitadas: a maciez do peixe, a suavidade do caroço de jaca e a crocância do licuri. Não deixe de provar o prato “Lembranças de Mãinha”, um surubim assado na folha de bananeira que resgata a memória afetiva da chef.

Foto: Reprodução / REDE B TV

🏨 Onde se hospedar: Oásis de alto padrão

Foto: Reprodução / REDE B TV

Para quem não abre mão do conforto após um dia de trilhas intensas, a Pousada Villa Serrano é a recomendação de luxo em Lençóis. Com uma localização privilegiada e bangalôs exclusivos, a pousada foca no bem-estar integral. Além de suítes espaçosas, o local oferece espaços dedicados ao yoga e à massagem. O café da manhã é um evento à parte: totalmente artesanal e com um cardápio que muda diariamente para surpreender o paladar do turista, consolidando-se como um verdadeiro refúgio de tranquilidade no coração da Bahia.

Assista:

https://youtu.be/_0csTfsv-gw

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