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João Pessoa: corpos de mulher encontrada em mala e do suspeito permanecem no IPC; investigação segue

A vítima, cidadã francesa de 73 anos, foi achada carbonizada; o principal suspeito, seu companheiro, também foi encontrado morto dias depois.

Foto: Polícia Civil da Paraíba

A médica francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, foi encontrada carbonizada no dia 11 de março em João Pessoa. A Polícia Civil aponta que a vítima foi morta por Altamiro Rocha dos Santos, com quem mantinha um relacionamento, e que o homem foi localizado morto no dia seguinte, com as mãos amarradas e sinais de decapitação.

Segundo o Instituto de Polícia Científica (IPC), ainda não há informação sobre contato da família de Chantal com o consulado além das tratativas iniciais. No caso de Altamiro, nenhum parente procurou o corpo nas horas seguintes à localização.

Consulado foi acionado

A Polícia Civil da Paraíba informou que o consulado da França no Brasil foi comunicado para localizar os familiares de Chantal e orientar sobre os procedimentos. De acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, após a identificação dos parentes será necessário que eles nomeiem um advogado para dar entrada nos trâmites de traslado do corpo para a França.

Quem era Altamiro Rocha dos Santos

Conforme a investigação, Altamiro era natural do Rio Grande do Sul e não possuía renda fixa; era sustentado financeiramente por Chantal, que recebia aposentadoria do exterior, estimada em R$ 40 mil. O casal se conheceu na orla de João Pessoa, onde ele vendia artesanato, e passou a conviver durante a pandemia.

A perícia apontou que o homem apresentava uma lesão profunda no pescoço, sem outros ferimentos aparentes. A polícia trabalha com a hipótese de participação de integrantes de uma facção criminosa, em possível reação à repercussão do crime e à presença policial na área. Até o momento, ninguém foi preso.

Homem que ateou fogo no corpo da francesa não foi localizado

A investigação identificou o homem que incendiou a mala onde estava o corpo de Chantal. Trata-se de um homem em situação de rua que, segundo a Polícia Civil, ainda não foi encontrado. De acordo com as apurações, ele teria recebido uma porção de droga para atear fogo à mala a mando do namorado da vítima.

O responsável será ouvido, mas a corporação aponta que ele não deve responder criminalmente pela morte, por não ter participação direta no homicídio. A perícia também confirmou a presença de sangue no apartamento onde a vítima morava, cuja dinâmica do crime continua sendo investigada.

Cronologia do caso

  • 07/03 (Sábado) – 17h35 – Chantal saiu do apartamento;
  • 07/03 (Sábado) – 18h30 – Retornou ao imóvel e permaneceu;
  • 09/03 (Segunda) – 22h00 – O companheiro saiu para comprar álcool;
  • 09/03 (Segunda) – 22h16 – Ele retornou com o galão contendo o inflamável;
  • 10/03 (Terça) – 22h06 – Saiu do apartamento com o corpo dentro de uma mala;
  • 10/03 (Terça) – 22h36 – Deixou a mala na calçada;
  • 10/03 (Terça) – 23h04 – Voltou ao apartamento com o carrinho usado para transportar a mala;
  • 11/03 (Quarta) – 01h50 – Retornou ao local com o galão e encontrou o homem em situação de rua;
  • 11/03 (Quarta) – 01h55 – O morador de rua ateou fogo na vítima.

O delegado Thiago Cavalcanti informou que os elementos da investigação indicam que a mulher já estava morta desde a manhã de terça-feira (10).

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