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DER-PB: chuva pode ter danificado trecho de rodovia na Paraíba apontado como 3º pior do país

A PB-066 foi indicada como um dos trechos mais críticos do país em pesquisa nacional; o DER-PB afirma que os dados são anteriores às obras de recuperação realizadas após o período chuvoso.

Foto: Foto: Reprodução

A PB-066, que liga Ingá a Itambé, apareceu entre os trechos rodoviários mais críticos do país em levantamento nacional. Em resposta ao levantamento, o Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) afirmou que os números consultados pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) foram coletados durante período de chuvas, quando as intervenções são inviáveis, e que desde então foram realizadas ações de recuperação no trecho estadual.

Dados usados são anteriores às intervenções, diz o DER-PB

O DER-PB explicou que os dados do ranking refletem a situação registrada cerca de sete meses atrás e não incorporam as obras de recuperação iniciadas após o término do período chuvoso, a partir de setembro de 2025. Segundo o órgão, durante chuvas intensas é tecnicamente inviável executar serviços de pavimentação, porque a umidade compromete a aderência e a cura do asfalto, o que leva a desperdício de recursos públicos.

O departamento acrescentou que, desde então, promoveu ações para recuperar o pavimento e manter a rodovia em condições de tráfego.

Limites de responsabilidade

O DER-PB esclareceu também os limites dos trechos: a parte sob responsabilidade da Paraíba corresponde à PB-066, entre o entroncamento com a BR-230, passando por Ingá, Mogeiro, Itabaiana e até a divisa com Juripiranga, com extensão de 53,4 km. O segmento entre Juripiranga e Itambé, com 16 km, é a PE-075, sob gestão de Pernambuco.

O que foi feito na PB-066 após o período de chuvas

Após o fim das chuvas de 2025, o DER-PB relata ter executado serviços por trechos ao longo da PB-066, incluindo:

  • reestabilização da base em pontos críticos;
  • aplicação de Tratamento Superficial Duplo (TSD);
  • manutenção corretiva com tapa-buracos;
  • recuperação da drenagem superficial;
  • roço mecanizado para melhorar a visibilidade da via.

As ações cobriram o trecho do entroncamento com a BR-230 até a divisa com Juripiranga. O departamento afirma que, atualmente, a PB-066 sob responsabilidade do estado está totalmente trafegável e que a condição atual difere da registrada pela pesquisa em julho de 2025.

O que diz a pesquisa que avaliou a PB-066

A PB-066 foi apontada como o terceiro pior trecho no ranking nacional divulgado pela CNT com base na Pesquisa CNT de Rodovias 2025. O levantamento avalia aspectos como pavimento, sinalização e geometria da via, e classifica o trecho como um dos mais críticos do país por problemas identificados nessas frentes.

Na Paraíba, a pesquisa chama atenção para o quadro geral das estradas: apenas em 2025 foram contabilizados 1.977 acidentes em rodovias federais que cortam o estado, com 141 mortes, o que representa uma média de sete óbitos a cada 100 acidentes.

O estudo também registrou falhas estruturais na malha estadual: segundo a CNT,

  • 72,2% da extensão das rodovias do estado apresentam algum tipo de deficiência;
  • 53,8% têm problemas no pavimento;
  • 72,7% enfrentam falhas de sinalização;
  • 77,2% apresentam deficiência na geometria da via, como curvas inadequadas e ausência de acostamento.

Piores trechos do Brasil

De acordo com o levantamento, os trechos estaduais e federais listados entre os piores do país incluem:

  • MA-006 Cururupu – Pinheiro;
  • MA-106 Governador Nunes Freire – Alcântara;
  • PB-066 Ingá – Itambé;
  • BR-364 Cruzeiro do Sul – Acrelândia;
  • TO-387 São Salvador do Tocantins – Jaú do Tocantins;
  • RS-472 Frederico Westphalen – Três Passos;
  • RS-324 Passo Fundo – Nova Prata;
  • PE-545 Exu – Ouricuri.

As três rodovias estaduais da lista, incluindo a PB-066, foram classificadas como péssimas e aparecem nas piores posições do Nordeste.

Piores trechos do Nordeste

No recorte regional, os trechos considerados mais críticos foram:

  • MA-006 Cururupu – Pinheiro;
  • MA-106 Governador Nunes Freire – Alcântara;
  • PB-066 Ingá – Itambé;
  • PE-545 Exu – Ouricuri;
  • PE-177 Quipapá – Garanhuns;
  • MA-034 Tutóia – Brejo;
  • PE-060 Cabo de Santo Agostinho – Barreiros;
  • PB-400 Cajazeiras – Conceição.

Rodovias federais

O levantamento também apontou trechos federais mais perigosos ao analisar extensões de 10 km com base no número de acidentes. A Paraíba figura entre os três estados do Nordeste com pontos críticos nesta análise. O segundo lugar do ranking ficou com um trecho da BR-230, entre os quilômetros 20 e 30, na Grande João Pessoa. A terceira posição compõe-se de um trecho da BR-101, entre os quilômetros 80 e 90, na região conhecida como Alça Sudoeste — ligação entre João Pessoa, Bayeux e Santa Rita.

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