Violência contra médicos na Paraíba: CRM revela que mais de 80% já sofreram em ambiente de trabalho
Pesquisa com 611 médicos na Paraíba aponta alta incidência de agressões verbais, além de registro de violência física, moral e sexual; discussão sobre medidas de segurança foi iniciada em evento local.
Foto: Reprodução
Mais de 80% dos médicos que atuam na Paraíba relataram já ter sido alvos de agressões verbais durante o exercício da profissão, segundo levantamento do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) em parceria com o Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A pesquisa entrevistou 611 profissionais ao longo de 2025 e revela um cenário de violência recorrente nos locais de trabalho da saúde.
Tipos de agressão apontados pelos profissionais
Cerca de 10% dos médicos disseram ter sofrido violência física em ambiente de trabalho. Além disso, mais de 60% relataram ter sido vítimas de violência moral, e 5,2% informaram episódios de violência sexual. Violência verbal foi a mais citada, afetando mais de 80% dos entrevistados.
Segurança em unidades de emergência
Levantamentos do Simed-PB apontam que 90% dos pediatras que trabalham em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de João Pessoa se sentem inseguros no local de trabalho. O presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, observa que a maioria das agressões tem como alvo médicas mulheres, especialmente em setores de urgência, nas UPAs e nas unidades básicas de saúde.
Dados de ocorrências policiais
Em todo o país, foram registrados mais de 4,5 mil boletins de ocorrência relacionados a episódios como ameaça, injúria, desacato e lesão corporal em unidades de saúde — o que equivale a aproximadamente 12 agressões por dia contra profissionais da área da saúde nas delegacias da Polícia Civil dos estados e do Distrito Federal.
Debate sobre medidas de proteção
Um evento promovido em João Pessoa discutiu propostas para enfrentar essa realidade, com foco em medidas de proteção para equipes de saúde. Está em pauta a adoção de normas que determinem dispositivos de segurança nas unidades, incluindo a instalação de botões de pânico e protocolos de resposta a ocorrências de agressão.
Segundo Bruno Leandro de Souza, presidente do CRM-PB: “Não é só dos médicos que estamos falando. É do maqueiro, recepcionista, nutricionista, enfermeiro, técnico de enfermagem… Toda a cadeia que faz as pessoas se recuperarem, inclusive o médico.”
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