Incêndio atinge estrutura do Açude Epitácio Pessoa no Agreste da Paraíba; entenda os impactos
Incêndio atingiu equipamentos da captação flutuante do Boqueirão; sistema alternativo foi acionado e atendimento às cidades não foi afetado.
Foto: TV Cabo Branco
Incêndio atinge captação flutuante do Açude Epitácio Pessoa
Um incêndio atingiu, na tarde da última quinta-feira (5), as instalações das bombas flutuantes do Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, no Agreste da Paraíba. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas no início da noite.
Importância do reservatório
O Açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, é o principal reservatório responsável pelo abastecimento de Campina Grande e de cerca de 20 municípios do Agreste e do Cariri paraibano, por meio do sistema operado pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).
Avaliação dos danos e medidas adotadas
De acordo com a Cagepa, as chamas atingiram equipamentos do sistema de captação flutuante. A companhia enviou um técnico ao local para avaliar os prejuízos e tomar as providências necessárias. O sistema flutuante foi desligado e, em seguida, houve ativação da captação convencional para manter a operação.
Impacto no abastecimento
Segundo a Cagepa, a mudança para o sistema convencional não compromete o abastecimento nem a distribuição de água para os municípios atendidos pelo reservatório. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) informou que apenas tubulações da Cagepa foram atingidas e que o incêndio não afetou a captação de água do açude.
Causas, feridos e situação atual
Até o momento, as causas do incêndio não foram identificadas e não há confirmação de danos permanentes à estrutura de captação. O Corpo de Bombeiros registrou que não houve feridos.
Níveis do reservatório
Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o Açude Epitácio Pessoa operava com 179,2 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 38,43% da capacidade total de 466,5 milhões de metros cúbicos — medição realizada na quarta-feira (5). O reservatório iniciou 2026 com redução gradual no volume armazenado e sem recargas significativas de chuva. O abastecimento regional segue contando com o apoio das águas da transposição do Rio São Francisco.
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