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Greve nos Correios: Trabalhadores da Paraíba paralisam atividades, mas estatal garante funcionamento das agências

Enquanto sindicato exige reposição inflacionária e manutenção de acordo coletivo, Correios afirmam que 91% do efetivo nacional segue trabalhando e adotam medidas para evitar atrasos nas entregas.

Foto: Tony Sérgio/Diretor do SINTECT-PB

A rotina de serviços postais na Paraíba sofreu uma interrupção nesta quarta-feira (17), com a deflagração de uma greve por tempo indeterminado pelos trabalhadores dos Correios no estado. A decisão foi oficializada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba (Sintect-PB) após assembleia, motivada pelo impasse nas negociações do acordo coletivo.

Por outro lado, em nota oficial, a direção dos Correios informou que a adesão ao movimento é parcial e localizada, garantindo que todas as agências permanecem abertas e que as entregas continuam sendo realizadas em todo o território nacional.

As Reivindicações do Sindicato

O ponto central da mobilização na Paraíba é a manutenção das cláusulas do acordo coletivo anterior e a recomposição salarial baseada na inflação acumulada. Tony Sérgio, diretor do Sintect-PB, afirma que a categoria não busca ganhos reais, apenas a preservação do poder de compra.

“Existe só uma reivindicação: é a manutenção do atual acordo coletivo com a inflação do período. Não estamos pedindo nada extra. É um absurdo, inclusive porque isso já está na contabilidade da empresa”, desabafou o dirigente, criticando a estagnação das tratativas que já duram meses.

Posicionamento da Estatal e Medidas Contingenciais

A direção dos Correios rebateu os impactos da paralisação, destacando que cerca de 91% do efetivo da empresa está em plena atividade. Dos 36 sindicatos que representam a categoria no Brasil, 24 decidiram não aderir à greve. Além da Paraíba, estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Ceará também registram focos de paralisação.

Para evitar prejuízos aos clientes, a empresa adotou medidas contingenciais que garantem a continuidade dos serviços essenciais. A estatal reafirmou seu compromisso com a sustentabilidade da empresa e informou que as negociações seguem sob a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Os clientes que necessitarem de suporte podem utilizar os canais de atendimento: 4003-8210 (capitais) ou 0800-881-8210 (demais localidades).

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